Vídeos: EMBOSCADAS e a Faculdade de Letras

Edição de Fevereiro – Março de 2007

 

1) EMBOSCADAS: A Faculdade de Letras

no ar!

Questões sobre a Faculdade de Letras: Participação de calouros da FFLCH-USP, opiniões de Del Candeias, Frederico Barbosa, Andrea Catropa, Eduardo Lacerda e outros.

 

2) EMBOSCADAS: A Academia e o Cânone

Lançamento: dia 5 de março de 2007

O Cânone Literário: Participação de calouros da Faculdade de Letras FFLCH-USP, opiniões de Del Candeias, Fabio Aristimunho, Andrea Catropa, Pedro Tostes, Eduardo Lacerda e outros.

 

3) EMBOSCADAS: A Faculdade e Autores Contemporâneos

Lançamento: dia 12 de março de 2007

Relações entre autores contemporâneos e o meio acadêmico: Participação de calouros da FFLCH-USP, opiniões de Del Candeias, Fabio Aristimunho, Andrea Catropa, Eduardo Lacerda e outros

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Sobre essa Primeira Série de Vídeos

 

Fazer letras foi uma das decisões mais difíceis que já tive de tomar em toda minha vida (escrevendo neste tom faz com que eu me sinta importante, como se minha vida até aqui fosse de duração considerável e minhas decisões fossem de alta relevância para os outros). Tive de enfrentar o irritante lugar-comum de escolher se seguiria um caminho de condescendência em ralação a pressões familiares e ideais de vida culturalmente e, portanto, convencionalmente aceitáveis ou se enfrentaria as contradições escancaradamente inevitáveis do mundo sob a égide daquilo que gosto, que me dá tesão.

Em verdade, nenhuma decisão foi consumada de forma absoluta, e todas aquelas ridículas incertezas que acercam qualquer escolha pessoal permeiam todas minhas ações presentes (pode deixar, pois se isso começar a soar como um daqueles textos de blog-diário de adolescentes eu paro). Sou calouro da FFLCH e tenho pouca noção do que me espera, principalmente por nunca ter ingressado numa universidade em toda minha vida (mas também não criei devaneios de grandeza, então não diminuam meu espectro de análise tão precipitadamente).

Tive a sorte (e, por que não, o privilégio) de ter conhecido autores, alunos e ex-alunos que passaram por esta instituição e que puderam dar-me um panorama sólido sobre as realidades, insuficiências e excepcionalidades que permeiam e formam o que ela hoje é e não é. Sustentando a idéia de que a exposição crítica de uma situação (mas sem perder o bom humor, pois ninguém é de ferro) é um primeiro passo para qualquer tipo de transformação minimamente relevante, fiz com Ana Rüsche, aluna de letras da FFLCH, poeta, romancista e advogada (!) (ela com o trabalho duro e eu com algumas sugestões) estes videos, que muito pretensiosamente queremos transformar numa série youtubística.

A Ana assistiu a um documentário no you tube. Sabendo que possuo uma mini câmera, sugeriu que fizéssemos nós mesmos algo interessante sobre o assunto para estar à disposição de todos que quiserem se inteirar sobre as questões abordadas. Sabíamos que provavelmente sairia algo de qualidade técnica e estética duvidosa (principalmente porque nós nunca havíamos lidado com qualquer programa de edição em nossas vidas), mas estes detalhes de demanda por parte dos expectadores não impediriam os videos de conter algum tipo de conteúdo que valha a produção e qualquer trabalho despendido.

Primeiro fui com a câmera fazer minha matrícula no curso de Letras. Ao invés de curtir meu trote (sinceramente não acho que há tanto para curtir) entrevistei treze calouros. Fiz-lhes questões sobre o curso, sobre suas expectativas e sobre os motivos de escolha do curso em questão. Todos responderam de maneira extremamente pertinente e coerente. Entre outras perguntas formuladas, foram questionados sobre o que imaginassem que fosse um cânone literário e suas opiniões sobre autores contemporâneos. As respostas confirmam o que já era de suspeitar: Que estas não são questões de senso comum, e que entraves como estes apresentados (que, pelo o que pude conhecer, percebi que causam várias polêmicas no mundo acadêmico, e por conseqüência, são deixadas de lado ou abordadas sem a ênfase merecida para novos alunos) talvez mereçam uma formulação crítica mais aberta e de mais fácil acesso para os calouros.

Com estas entrevistas iniciais conseguimos pontuar focos de assuntos a serem abordados com maior clareza e conversamos com uma série de poetas, escritores, professores e alunos que deram seus depoimentos quanto a diferentes questões sobre a faculdade de Letras

Ana conseguiu com muita obstinação (que sempre achei esta uma admirável fonte de inspiração entre suas características) e trabalho árduo aprender em um dia a dominar o programa de edição, e produziu três mini-documentários, cada um com menos de dez minutos, usando material bruto de mais de três horas de duração.

Os documentários foram feitos sob o seguinte mote:

Existem uma série de questões que acercam o cadenciamento de disciplinas da Faculdade De Letras da Universidade de São Paulo que produzem tabus e polêmicas entre os próprios atuadores das atividades intelectuais da instituição. Estas questões ou produzem uma radical divisória de águas entre os alunos, professores e pesquisadores, ou são lidadas com menor relevância, fazendo com que tais questões ou sejam abordadas sem o real peso que possuem, ou que caiam no completo obscurantismo acadêmico, transformando a ausência da abordagem de determinado assunto em naturalidade e padrão na forma de acontecer o convívio em sala de aula. Nesta situação estamos a um passo de cooptar com os maiores absurdos que o mundo acadêmico poderia produzir. Estas questões são as armadilhas que os estudos sobre as letras podem produzir. Daí provem a pertinência do título EMBOSCADAS. Nossa intensão é abordar exatamente estas questões tão desagradáveis de serem abordadas, mas sem o sensacionalismo crasso que poderia ser formulado ao lidar com estes assuntos cabeludos.

Minha condição de calouro impede que eu passe qualquer tipo de credibilidade quanto ao que escrevi acima. Mas aí está a utilidade da linguagem do video: Nada mais incisivo do que o uso da imagem como argumento numa sociedade em que a forma última de assimilação é a própria imagem (sim, foi uma piada de humor negro).

 

Gustavo T. M. Assano

22/02/07

1:53AM

as tais questões técnicas…

Como o Gus escreveu, a nossa idéia foi montar uma série youtubística sobre literatura e outras questões que nos agradem. Tecnicamente, o troço é tosco – e nem poderia ser diferente, já que qualquer tentativa mais pretensiosa no YouTube logo se transforma em um áudio horrível e qualidade de imagem baixa.

O Gus é quem fez as filmagens e formulou as perguntas. Minha tarefa foi bem simples: escolher os pedacinhos mais importantes e os juntar. Só que o mundo da tecnologia é burocrático, ao contrário do que poderiam supor aqueles que acreditam em liberdades ilimitadas na internet. A câmara do Gus fala com DVDs e a maioria de editores de vídeos não. Ou seja, gastei quase umas 8 horas procurando e testando programas (free trial, claro) que conseguissem o tal codec, um tradutor de códigos, do .mpeg para o .mov ou qualquer outro tipo de arquivo mais aceito. Para quem se interessa, o ImToo foi o melhor, só que a versão grátis converte apenas até 5 minutos, o que para nós estava excelente.

Depois disso feito e obtidos os arquivos em .mov, no windows movie maker foi bico, mesmo que os cortes que eu fiz fossem barbeiros (tipo, corto literalmente falas pelo meio) e o audio tenha ficado terrível. Mais 2 horas para converter o tal projeto do movie maker para um formato compacto para enviar ao Youtube. Após, o próprio Youtube nos cansa – creio que nessa etapa foram mais umas boas 4 horas, a vantagem é que o computador não precisou de atenção.

O que é interessante também notar é que a internet tem um tempo próprio: no início pensávamos em fazer algo com 20 minutos, depois ficamos chateados que no YouTube o limite é para 10. Mas após tudo pronto, nossa 8 ou 6 minutos na internet é coisa pra caramba! Espero que tenha interesse em assistir.

DIREITOS AUTORAIS DE USO LIVRE

É legal contar que concepção dos filminhos é toda feita com direitos autorais livres (www.creativecommons.org.br): as músicas peguei do CCMixter e o OverMixter – faixas licenciadas para uso não-comercial. Escolhi músicas que incorporassem experiências da internet, como um grupo francês que compõe uma salsa com fanfarras e eletrônicos ou como faixas de um concurso entre mixagens brasileiras e sul-africanas. Pena que geralmente não combinam com as cenas… Os devidos créditos estão ao final de cada vídeo. Por fim, nos próprios filmes serão licenciados da mesma maneira.

em testes…

assim que der certo, avisamos!

aguarde